"Que música há ainda para descobrir em Portugal além do Fado?"

FolkHerbst | Plauen | Germany | 2018

Raquel Monteiro

Voz

Violino

Viola Medieval

Tiago Santos

Bateria

Davul

Dinis Coelho

Dahola

Daf

Bendir

Riq

Darbouka

Djembé

Tablas

Tombak

Ruben Monteiro

Voz

Sanfona

Baglama

Oud

Guitarra

Christian Marr's

Voz

Baixo

Contrabaixo

Bouzouki

Carla Costa

Gaita-de-foles

Tin Whistle

Ney

A Construção de uma Cultura | Prefácio

Toda a paisagem esconde uma história. Profunda, subliminar e única, levada a cabo por uma metamorfose constante, no caudal incessante de um rio ao qual chamamos tempo. Banhada por uma esperança que se renovou a cada nascer do sol, revela-se numa sobreposição que funde todos os momentos e vidas que decidiram ser, naquele sítio, um novo detalhe na paisagem.

E, enquanto o Homem dominava o tempo cronológico e se entretinha a aglutinar nas suas crónicas os registos das eras, ignorou que estava simultaneamente a ser dominado por um tempo a que os gregos antigos chamavam kairós. Um tempo impossível de limitar, subjectivo e pessoal, que oferece a cada plano espacial algo que é só seu e que o afecta de um modo inigualável, como um fio com vida própria no grande tear da vida.

Nasce assim, em cada local, uma cultura própria, com modos específicos, que absorve cada momento em que algo ou alguém se impõe. 218 a.C. e 711 d.C. podem parecer apenas datas insignificantes. No entanto, entre estes e muitos mais marcos históricos, foi maturando uma paisagem cultural que passou de geração em geração, que se transformou a ela própria, e que ultrapassou as ténues fronteiras políticas e religiosas. Pois a cultura não se conquista, nem sequer se elimina na sua totalidade. Todavia, mistura-se. Adapta-se.

Albaluna – Uma Lua em Quarto Crescente | Biografia

Dessa fértil fusão de planos surgem então os Albaluna, banda portuguesa fundada em 2010, constituída por seis músicos e dirigida pelo multi-instrumentista e compositor Ruben Monteiro. O grupo dedica-se à pesquisa musical, histórica e cultural e à criação de composições maioritariamente originais e enormemente inspiradas pelo espectro cultural que une os povos em torno do Mar Mediterrâneo e as três culturas que definem a herança cultural ibérica.

 

A banda apresenta, assim, uma conjugação de vários conceitos e estilos musicais: une-se aqui a música tradicional ibérica com sonoridades vindas de locais já distantes como os Balcãs ou o Médio Oriente, sem jamais esquecer os ritmos africanos, o folk da Europa do Norte ou o rock progressivo. Utilizando tanto instrumentos ancestrais de várias partes do mundo como também outros contemporâneos, os seis músicos apresentam um espectáculo enérgico e repleto de aromas musicais diversos, abraçando géneros tão distintos como world music, rock e metal progressivo, folk, música medieval e fusão.

No final de 2010, e com produção exclusiva da banda, os Albaluna apresentaram o álbum D’Antes, inspirado no repertório medieval e tradicional ibérico, consolidado ao longo de uma temporada de concertos no contexto da recriação histórica.

No verão de 2012 surgiu, no Mercado Medieval de Óbidos, o EP Marca Antiga, composto por Ruben Monteiro e produzido pelo próprio com a colaboração de Tiago Gomes, técnico de som associado à banda.

Em 2014 lançaram o álbum Alvorada da Lua, um registo discográfico exclusivamente composto por músicas originais. Com a apresentação da música “Anascer” na BalconyTV Lisboa foram agraciados com o prémio “Show of the Day”, atribuído a nível internacional.

Em Julho de 2016 os Albaluna apresentaram o seu terceiro álbum, denominado Nau dos Corvos. Este disco representou uma afirmação da nova sonoridade da banda que, após várias mudanças de membros e aprendizagens diversas, chegou a um porto seguro nitidamente influenciado pela música turca e balcânica. A tour Nau dos Corvos chegou a diversos países, incluindo Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha e Índia.

Um ano após o lançamento desse álbum foi lançado o EP de comemoração Nau dos Corvos – Lado B, com versões de metal progressivo de algumas músicas dos registos anteriores. Uma delas, "Hija Mía", conta com a cantora portuguesa de world music Helena Madeira. Apresentaram, através desta versão mais pesada da banda, alguns concertos onde puderam fundir o metal com a música étnica.

O último ano da tour Nau dos Corvos (2018) destacou-se pela intensidade e diversidade relativamente a novos palcos pisados. Em Outubro de 2018 a banda esteve envolvida numa digressão na Índia que durou dezoito dias. A viagem, que passou por Nova Deli, Calcutá, Tepantar e Kalimpong, contou com diversos concertos e colaborações com músicos indianos.

Em Janeiro de 2019 os Albaluna apresentaram, no Quimera Brewpub em Lisboa, o novo single e videoclipe. Gargull, nome desse mesmo registo, marcou o arranque de uma nova era da banda. Nesse ano as actuações internacionais dos Albaluna incluíram a Índia, Marrocos, França, China, Espanha e Montenegro. Em Outubro lançaram o álbum de ethnic prog Amor, Ira & Desgosto, que também dá nome ao mais recente espectáculo da banda. Um concerto tripartido e conceptual que entrelaça poesia, através da palavra portuguesa, com música, dedicada a influências distintas, desde música turca ao rock progressivo.

 

As actuações de Albaluna, tanto em solo nacional como internacional, revelam já um vasto e rico percurso artístico. Destacam-se:

 

CURRÍCULO INTERNACIONAL


.Festival Sierra Celta | Cortegana, Espanha | 2015, 2016, 2017 e 2018
.Pipes & Whistles | Berlim, Alemanha | 2016
.Montelago Celtic Festival | Montelago, Itália | 2016
.Teatro Reina Sofia | Zuera, Espanha| 2016
.Festival Medieval | Zalamea la Real, Espanha | 2017, 2018 e 2019
.FolkHerbst Malzhaus | Plauen, Alemanha | 2018
.International Ethnic and Folklore Festival | Nova Deli, Índia | 2018
.Darjeeling Kalimpong Folk Festival | Kalimpong, Índia | 2018
.Udaipur World Music Festival | Udaipur, Índia | 2019
.Festival Encontro de Música Céltica | Alcalá de Henares, Espanha | 2019
.Festival Maritim | Bremen, Alemanha | 2019
.Tivat World Festival | Tivat, Montenegro | 2019
.Tal Guit’art Festival | Agadir, Marrocos | 2019
.Macao International Youth Music Festival | Macau, China | 2019
.Iglesia de Santiago de Ribadavia | Ribadavia, Espanha | 2019

CURRÍCULO NACIONAL

.Convento Aracoeli | Alcácer do Sal | 2018
.Igreja de Santiago | Torres Vedras | 2017
.Igreja de São Pedro | Castelo Branco | 2018
.Igreja de São Pedro | Marialva | 2018 e 2019
.Cine Incrível | Almada | 2017, 2018 e 2019
.Festival Geada | 2012
.O Bom, o Mau e o Vilão | Lisboa | 2019
.Quimera Craft Music Festival | Lisboa | 2019 e 2020
.Festival Míscaros | Alcaide | 2017 e 2019
.Teatro da Luz | Lisboa | 2014
.Feira de Artesanato da Maia | 2018
.Teatro-Cine de Torres Vedras | 2012, 2015, 2017, 2019, 2020
.Festas do Sobral de Monte Agraço | 2017
.Entrudo Chocalheiro | 2012
.Casa do Fauno | Sintra | 2018
.Festival Terra Transmontana | Mogadouro | 2014
.Festival 5 Elementos | Oeiras | 2012
.Pópulus Music Festival | CCC Caldas da Rainha | 2013
.Festival de Música Tradicional de Macedo de Cavaleiros | 2019
.Festival Salva-a-Terra | Salvaterra do Extremo | 2013
.Festival do Caldo | Quintandona | 2014
.Festival do Pão | Mafra | 2012
.Festival de Música Celta de Viana do Castelo | Viana do Castelo | 2010
.Festival Andanças | 2013
.Festival Ocean Spirit | Santa Cruz | 2010 e 2019
.Varas Folk Fest | Leça do Balio | 2015
.Festa Nª Srª da Nazaré | Montengrão | 2012
.1000 Diabos à Solta | Vinhais | 2019
.Casino da Figueira da Foz | 2013

 

As Diversas Faces | Conceito

O conceito dos Albaluna prende-se no diálogo permanente entre a música antiga e a música da actualidade. A fusão entre instrumentos antigos e tradicionais (como a gaita-de-foles, a sanfona ou a viola medieval) e instrumentos contemporâneos (como a bateria ou o baixo eléctrico) permite uma vasta variedade de sonoridades que se encontram com um mesmo propósito.

 

Os Albaluna apresentam o concerto Amor, Ira & Desgosto, um espectáculo intenso onde os limites são a criatividade e a inesgotável energia da própria banda, adequada para teatros e salas de espectáculos, e para festivais folk, rock ou generalistas.

Seguindo a linhagem cultural ibérica determinada pela convivência e fusão das sociedades cristã, muçulmana e judaica e a música oriunda à antiga Rota da Seda, os Albaluna apresentam então o concerto em formato de ensemble chamado Expresso do Orienteindicado para locais de culto (igrejas, sinagogas, mesquitas), museus, teatros, entre outros. A influência histórica e étnico-cultural do grupo revelou-se nestes concertos de câmara que aproximam as influências de Oriente a Ocidente.

Este projecto abraça assim tradições com origem imemorial, profundamente impressas na história de uma cultura que, não sendo homogénea e estando por vezes separada pela geografia, política e religião, revela costumes e traços comuns.

albaluna.pt@gmail.com | +351 965705922 | Portugal

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